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 É #Fake que a Petrobrás deu uma refinaria à Bolívia, nos governos Lula e Evo Morales

Em 1º de maio de 2006, o então presidente da Bolívia Evo Morales editou o decreto 28.701, que nacionalizou as reservas de gás e petróleo do país. O petróleo e gás natural da Bolívia era extraído e explorado por empresas estrangeiras, como a Petrobrás, Repsol YPF, British Petroleum e a Total.

A Petrobrás tinha duas refinarias na Bolívia e decidiu vendê-las ao governo boliviano, por US$ 112 milhões. A estatal havia pagado US$ 102 milhões pelas refinarias, em 1999. Ou seja, não houve doação, mas sim a venda dessas unidades. Essa atitude do governo boliviano foi um ato de soberania nacional. Para se ter uma ideia, o prejuízo anual verificado pelo país boliviano, por vender seu gás ao Brasil por preços abaixo do mercado, foi da ordem de US$ 300 milhões.

Para entender essa atitude do governo boliviano é preciso rememorar a exploração dos minérios do país por estrangeiros desde 1532, quando os espanhóis invadiram o império Inca. Os povos originários da América Espanhola já mineravam há cerca de 5 mil anos e alcançaram o apogeu nos primeiros 100 anos depois de Cristo. A região andina (Peru-Bolívia), o México, Chile, Colômbia e depois o Brasil no século XVIII foram os principais centros da mineração. Uma das maiores regiões de exploração de minérios da prata nesse período foi a cidade de Potosí, nos Andes bolivianos.

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