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Conheça o Monitor dos Preços dos Combustíveis: Essa ferramenta tem o objetivo de informar de maneira clara e simples, para que todos os brasileiros possam acompanhar a dinâmica dos reajustes dos preços dos combustíveis.

Última atualização: Outubro de 2022 o Monitor dos Preços nos Postos e 18/11/22 o Monitor dos Preços nas Refinarias

Entenda o Monitor dos Preços

Desde a implementação do Preço de Paridade de Importação (PPI), os preços cobrados pelos derivados de petróleo no país não param se subir, chegando em 2022 aos valores mais altos da história. Mas são tantos aumentos que nos perdemos.


Neste contexto, o Monitor dos Preços do Observatório Social do Petróleo visa mostrar à população de forma atualizada e fácil os preços cobrados pelo GLP, gasolina comum, diesel S-10, GNV e etanol no território nacional. Quanto subiu em cada período, seus valores nominais e reais e a comparação com o salário mínimo.
O Monitor dos Preços utiliza dados da pesquisa mensal e semanal de preços do Levantamento de Preços de Combustíveis (LPC) da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Os dados serão atualizados semanalmente e o deflacionamento ocorrerá a partir do IPCA/IBGE.


Posteriormente adicionamos uma nova funcionalidade ao monitor, a comparação dos preços nas refinarias da Petrobras e da Acelen (primeira refinaria privatizada pela estatal, a Mataripe). Nesta parte do monitor temos por objetivo mostrar a diferença de preços cobrados pela gasolina e diesel no país entre uma estatal e uma empresa privada. Para isto utilizamos os dados de preços de refinarias da Petrobras e da Acelen, disponíveis em seus respectivos sites.

Valores nominais

Nos gráficos acima, podemos visualizar os preços médios mensais destes cinco combustíveis em termos nominais, ou seja, o valor da época: GLP, gasolina comum, diesel S-10, etanol e GNV. O início da série é julho de 2001, quando a ANP começa a divulgar este dado. Os valores iniciais são: R$ 17,195 para o GLP, R$ 1,68 para a gasolina comum, R$ 0,73 para o GNV, R$ 1 para o etanol e R$ 2,226 para o diesel S-10 – a série deste último começa em dezembro de 2012, ano em que o S-10 passou a ser obrigatório.

Valores reais (deflacionados)

No entanto, é difícil fazermos uma análise precisa de preços em um país onde a média de inflação anual desde a adoção do Real é de 6,82%. Por exemplo, R$ 1 em julho de 1995 equivale, atualmente, a R$ 5,11. Já R$ 1 em julho de 2021 representa R$ 3,36 hoje. Para contornar este problema, apresentamos também no gráfico os preços médios dos combustíveis corrigidos pela inflação (IPCA/IBGE). Assim podemos comparar os preços atuais com os valores reais de períodos anteriores. A título de comparação, a média de preço em valores de julho de 2021 para o GLP para toda essa série histórica (julho de 2001 a setembro de 2021) é de R$ 72,43. Ou seja, atualmente, o preço desse combustível é 36% superior à média. A gasolina comum está 20% acima do preço médio, o diesel S-10, 18%, o GNV 37% e o etanol 42% mais caro.

Salário Mínimo x Preços dos Combustíveis

Por fim, mostramos quanto representa cada um desses combustíveis em relação ao salário mínimo brasileiro de cada ano. Para isso, dividimos o valor nominal de cada unidade (litro, botijão de 13kg ou m³) em relação ao salário mínimo em vigor naquele ano. Podemos verificar que houve uma tendência de queda da proporção de combustível/salário mínimo ao longo da maior parte do século XXI, interrompido entre os anos de 2015 e 2017, quando a política de preços da Petrobrás mudou e os ganhos reais do salário mínimo se arrefeceram. O preço de um botijão de 13kg de GLP chegou a significar 5,7% de um salário mínimo em janeiro de 2015. Hoje ele equivale a 8,5%.